Wanderley Nogueira
Imagine que um jogador tenha duas ofertas para trabalhar.
Dois clubes brasileiros, mais ou menos com o mesmo porte, com a mesma exposição e respeitável história, tentam um mesmo jogador.
O contrato? Muito parecido. Quase os mesmo números e prazos.
Um deles é o Palmeiras.
Aí, o gestor da carreira do atleta (hoje, todos tem gestores…) lembra que no Palmeiras “a cobra fuma”.
Mostra que o mesmo “torcedor” que agrediu João Vitor, integrante de uma torcida organizada, discutiu agora- na rua - com Fabinho Capixaba.
É muito provável que os dois deixem o Palmeiras. Algo já programado pela nova direção.
A história recente mostra que jogadores e dirigentes do Palmeiras foram ameaçados. Até de morte.
Vale reconhecer que ambos os jogadores são fracos tecnicamente.
Luan comeu o pão que o diabo amassou…
Mas, também os bons de bola, já passaram por atritos e constrangimentos com esse tipo de “torcedor”.
Nem o clube, nem autoridades, saíram em defesa de profissionais que fora do seu ambiente de trabalho são alvos de ameaças e agressões.
Será que parte da torcida não percebe que isso afasta, também, jogadores importantes?
Essa parcela de torcedores ataca um jogador e acaba atingindo o clube.
Dificulta renovações, cria obstáculos para novas contratações, aumenta a carga de dificuldade para o presidente que acabou de chegar.
E o alerta não é recente, vem da Roma Antiga: ” Quem afronta um, ameaça a muitos”.

