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Tirone: “Palmeiras precisa de psiquiatra”

Publicado às 10:29 37 comentários
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Arnaldo Tirone está na última semana de sua gestão como presidente do Palmeiras (crédito: Ricardo Matsukawa)

WANDERLEY NOGUEIRA

No programa Mesa Redonda , da TV Gazeta , o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, falou sobre o difícil momento enfrentado pelo clube.

Dentro de alguns dias ele deixará a presidência e diz que  etá “apoiando aquele que é melhor para o Palmeiras” e não revelou se vai votar em Décio Perin ou Paulo Nobre.

Conselheiros dizem que “o apoio de Tirone vai tirar votos do apoiado”.

A vida política do Palmeiras, historicamente, sempre foi nervosa. Nunca houve momentos de paz total. Mesmo nos períodos de conquistas, a turbulência política marcou presença.

Tirone é sócio do Palmeiras desde de menino. Em 1955 , com cinco anos de idade, seu pai o associou ao clube. E depois de tantos anos frequentando as alamedas agitadas do “Palestra” ele chegou à uma dura conclusão: “o Palmeiras precisa de um departamento de psiquiatria”.

Talvez ele tenha avaliado o intenso transtorno bipolar político existente na agremiação. Quem assume o comando passa a conviver com a extrema variação de humor de aliados e opositores.

“Basta esquecer de enviar um convite para uma festa…pronto, está aberta uma guerra” .

Arnaldo Tirone está sozinho. Ou melhor, apenas com Roberto Frizzo ao seu lado, nos últimos dias de presidência. Todos os outros diretores foram embora.

O clube não tem dinheiro. Mas, ele diz que “quase todos estão sem nenhum dinheiro”. “Os clubes compram jogadores com papel… documento pra cá, documento prá lá. Dinheiro? Nada”, afirmou.

Não faltam problemas sobre a mesa da presidência. Os mais recentes: Marcos Assunção e Valdivia (de novo).

E a saída de Felipão ainda é assunto: “quando ele disse que não tinha mais nada a fazer, sentimos que era a hora de sair. Mas, eu sabia que o seu destino era a Seleção”.

Arnaldo Tirone deixa a presidência do Palmeiras repleta de “hematomas”. “Sou um saco de pancadas…até meu filho , de 16 anos, não perdoa…”

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