WANDERLEY NOGUEIRA
Conversei com Jorginho, treinador do Bahia, sobre o interesse do Palmeiras pelo seu trabalho.
Aparentemente, a página já foi virada. O presidente do Bahia, Marcelo Guimarães, falou várias vezes que não irá liberar o treinador para nenhum outro clube. Está feliz com o serviço prestado pelo seu técnico.
E diante dessa posição, Jorginho entende que treinar o Palmeiras, agora, é coisa do passado.
No fundo, sempre gostou de desafios. E teve vários na sua caminhada pessoal e profissional.
Dirigindo o Palmeiras, se o time não caísse , seria considerado um herói.
Se o Palmeiras fosse rebaixado, não seria considerado “o” culpado.
Além disso, todo mundo sabe que ele tem uma grande relação afetiva com o Palmeiras.
Mas, Jorginho está comprometido com as suas palavras.
Fez longos discursos dizendo aos jogadores que estava com eles nos bons e maus momentos.
A equipe melhorou com a sua chegada.
Acha até que os jogadores jogaram por ele e acreditaram no seu comprometimento.
E aí, diz ele, “apareço no dia seguinte e falo que vou embora? Falo uma coisa e faço outra? Como vou olhar para os jogadores? “

