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2016: motivo de preocupação

Publicado às 19:27 14 comentários
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Durante as próximas semanas vamos conhecer inúmeras opiniões sobre o saldo dos Jogos para o esporte brasileiro.

Exceto o futebol masculino, na minha opinião, não houve nenhum fracasso.

Os atletas e seus treinadores representaram muito bem o Brasil.

Aqueles que receberam medalhas e os que caíram no primeiro dia merecem respeito e admiração.

Todos sabemos o esforço, aplicação, empenho e dificuldades enfrentadas por esse pessoal.

Alguém pode estar dizendo que o vôlei é privilegiado. Gente, o vôlei, perto do futebol masculino, é primo pobre.

O lugar onde o ginasta Artur Zanetti treina não tem espaço para todos os equipamentos que ele precisa.

Até recentemente não tinha as argolas oficiais/olímpicas para treinar.

Em 1996, o Brasil conquistou 15 medalhas. Em 2012, 17 medalhas.

Os dirigentes dizem que evoluiu bastante e que “bateu um recorde “.

96?  Naquele ano morreram os Mamonas Assassinas, foi o ano da doença da Vaca Louca e a novela da moda era o “Rei do Gado”. É, faz tempo.

Emanuel, do vôlei de praia, disse que “são precisos três anos para formar uma grande dupla”. Ele está preocupado com 2016.

Vários atletas que desembarcaram revelaram preocupação pela falta de um trabalho competente de preparação de um grande time olímpico para os Jogos do Rio de Janeiro.

Quando questionado sobre a falta de evolução, o COB discordou e lembrou que “o boxe e a ginástica artística são exemplos da eficiência do trabalho do Comitê”.

O público já sabe que Zanetti e o Esquiva não tiveram vida fácil.

Devem suas conquistas ao esforço pessoal, aos pais e treinadores.

Mesmo aparecendo recentemente, os patrocinadores também merecem agradecimentos.

É só esperar um pouco mais e a cartolagem vai dizer que o pentatlo moderno é muito apoiado no País.

Não faltou dinheiro.

De 2009 a 2011 foram repassados ao COB R$ 421 milhões de reais por intermédio da Lei Piva.

Para esse ciclo olímpico, o governo federal liberou R$ 2 bilhões. Além disso, verbas de grandes estatais.

Faltou gestão e adequada distribuição do dinheiro pelo COB e quase todas as Confederações.

O dinheiro no Reino Unido não passa pelo COB e Confederações de lá. Desde 97, um órgão público repassa diretamente aos atletas.

Em 96 a China conquistou 50 medalhas e em 2012, 87 medalhas.

O Reino Unido em 96, conquistou 15 medalhas. Em 2012, 65 medalhas.

Já sabemos que serão gastos pelos país, para 2016, mais ou menos R$ 33 bilhões.

Mais do que Londres gastou.

Os dirigentes esportivos vão tentar convencer muita gente sobre aquilo que definem como sucesso em Londres.

Mas, na minha opinião, foi apenas um desempenho discreto.

E pensar em 2016 esfria a espinha.