Não deu a lógica. Nâo veio a medalha de ouro. Talvez, em 2016.
Os fracassos anteriores derrubaram pessoas e planos.
Para participar de Londres a CBF jogou todas as suas forças.
Colocou o que tinha de melhor e muito dinheiro.
O grupo contou com o treinador principal e com os melhores jogadores disponíveis.
Levou , também, o melhor jogador do país e um dos melhores do mundo.
Todos experientes e com muitas competições importantes na caminhada.
O finalista México tem todos os jogadores jogando no país, exceto Giovanni dos Santos que atua na Inglaterra, mas não jogou por estar machucado.
Nessa edição, o Brasil só enfrentou adversários que nunca ganharam uma medalha olímpica. E nenhum deles considerado uma força da modalidade. Inclusive, o México.
Em 88 perdeu para a antiga União Soviética e em 84 caiu diante da França.
Era, portanto, impossível não ter certeza que chegaria (ufa!) a medalha de ouro.
Se não a conquistasse, muito provavelmente, Mano Menezes seria demitido ainda em Londres. É o que todo mundo dizia antes da partida.
O futebol brasileiro não emocionou, nem arrancou suspiros nos Jogos Olímpicos.
Ganhou. E para a maioria dos torcedores é o que interessa.
Se a medalha de prata será suficiente para convencer a CBF a não mudar de treinador, as próximas semanas vão dizer.
Resta aguardar um pouco mais para que todos saibam se a medalha de prata terá poder de persuasão suficiente para impedir a troca do treinador.
Aqueles que desejam a saída do treinador terão um pouco mais de facilidade para defender a troca.
Criticam o técnico e não admitem avaliar se os jogadores jogam mesmo aquilo que acham que jogam.
A cartolagem brasileira quase sempre adota o mesmo enredo. Depois de derrotas, troca o treinador.
E, muito provavelmente, vai insistir no erro.
