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Judô, o esporte do Brasil

Publicado às 16:43 4 comentários
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WANDERLEY NOGUEIRA

Faz tempo que o Judô faz sucesso.

Em Munique 1972, Chiaki Ishii ganhou a primeira medalha em Jogos Olímpicos.

Em 1988, quando Aurélio Miguel ganhou a medalha de ouro em Seul , o país chorou de emoção.

Ninguém deixou de se emocionar quando o Jornal Nacional mostrou o judoca no pódio com a medalha, ouvindo o Hino Nacional e vendo a Bandeira Brasileira sendo hasteada.

Nos meses que se seguiram, em todo o Brasil, pais e mães levaram seus filhos para as academias de judô mais próximas de suas casas. Orgulhosas, as crianças vestiam seus quimonos diariamente.

O tempo passou e muitas outras conquistas foram conseguidas pelo Judô.

Hoje, o Judô lidera o número de medalhas brasileiras em Jogos Olímpicos.

Mas , sempre com o esforço dos atletas, treinadores, pais e alguns clubes.  Acabou o período ditatorial Mamede na Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e os dirigentes continuam tentando profissionalizar a modalidade. É óbvio que as coisas melhoraram, mas estão muito longe do ideal.

Já ficou claro que garotos e garotas “tem jeito para o judô” .

Mas os responsáveis pelo esporte no Brasil preferem apoiar os atletas , apenas em períodos específicos.

E mesmo assim, só judocas competitivos e já formados na modalidade. As grandes empresas patrocinam atletas campeões ou com grandes chances de medalhas e vitórias. Claro, é uma boa e indispensável retaguarda.

Toda escola pública no Brasil deveria ter tatames e professores para a iniciação ao judô.

O esporte pode ser praticado pelas crianças até em salas escolares improvisadas. Sempre há um espaço para os primeiros passos.

Não é preciso, necessariamente, tijolos, cimento, areia para massificar o judô nas escolas.

E talvez, por esse motivo, as autoridades não se interessem em aproveitar o talento do brasileiro para o judô.

Todo mundo sabe que autoridade adora uma obra… e de preferência uma mega obra.

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