Wanderley Nogueira
Se Neymar está mesmo cansado, deveria ter sido poupado de jogos ou da grande quantidade de eventos e compromissos comerciais.
Ele não foi um diferente contra o Corinthians. Foi apagado. De novo. E é nele que a cobrança precisa ser maior.
É ele o fator de desequilíbrio, aquele que faz o difícil ficar fácil, o pé salvador e o dono dos dribles desconcertantes.
Os olhos dos torcedores veem nele o caminho seguro das vitórias.
Todo dia ouvimos que os profissionais da área de saúde e preparação física do futebol brasileiro são os melhores do mundo. E, sabemos, há exames que detectam quando o atleta está perto da exaustão física e psicológica.
Ganso voltando de uma artroscopia. Há informações de que ele insistiu para jogar.
É claro que os médicos devem ter liberado o jogador. Mas, com falta de ritmo, era o momento de voltar em um jogo tão importante? A pergunta não é ofensiva…
E jogar na Vila Belmiro, chamada de “vila fatal” para os adversários?
A decisão não gerou vitória. O time ainda terá a oportunidade de tentar reverter a situação no Pacaembu.
O Santos perdeu o jogo, perdeu dinheiro e abalou a imagem de estádio imbatível.
Uma diretoria mostrada como diferenciada também comete erros e opta por estratégias equivocadas.
Deixou de atender milhares de integrantes do programa Sócio-Rei em virtude do pequeno espaço oferecido pelo estádio para um jogo tão importante.
O apagão de quase 20 minutos esfriou a pressão santista e favoreceu o adversário.
Não é falta de respeito achar que o estádio não está preparado para um jogo do porte de uma semifinal de Libertadores, entre dois rivais históricos.
A torcida foi morna. Vaiou Rafael e Henrique. Ajudou o visitante.
Outro ineficiente foi o chamado plano de segurança.
A PM disse que fogos de artifício, nem pensar. O jogo foi encoberto pela fumaça de sinalizadores.
Papel dentro do estádio não seria permitido. Sobrou papel…
Brigas? Fora de questão, disseram os policiais…
Até “capacete do guarda” foi jogado no campo de jogo…

