Wanderley Nogueira
Isso acontece muito no nosso futebol.
O clube contrata um técnico consagrado e caro e diz que essa é a solução.
Pouco tempo depois, com muitos tropeços, o treinador é demitido.
O clube resolve acabar com a “mesmice” e apresenta um jovem treinador. Bom e barato. Esse é o caminho, diz.
Semanas depois, sem bons resultados, o novato é descartado.
Horas depois, a diretoria diz que está contratando o treinador mais caro do Brasil e muito experiente.
Anuncia que o “time não pode estar em mãos sem experiência”. Finalmente acertamos, conclui o dirigente.
É claro que os mais atentos perceberam que a cartolagem não sabe o que faz. Está perdida e não diminiu a prepotência.
Na Seleção Brasileira, ocorre a mesma coisa.
Em 2006 um treinador experiente e muito liberal.
Para 2010, lançou um treinador e exigiu dele “fechamento” total. Incluída uma boa dose de mau humor.
Agora, com uma pressa inexplicável, a CBF prepara-se para voltar a anunciar um treinador experiente e que tenha bom humor, tratando todos bem e com especial carinho os parceiros da entidade.
Como ocorre nos clubes, a CBF muda conforme o vento. A culpa é sempre dos outros.
Resumindo, hoje a CBF procura um técnico feliz.
Se me perguntassem, eu diria que o primeiro requisito para contratar um novo treinador é ter certeza que com ele a Seleção jogaria pra frente.
Todas as outras virtudes seriam eliminadas pela ausência da primeira.
Claro, de maneira responsável, mas atacando muito e jogando bonito.
Nem precisa ser muito feliz, só um pouquinho…
Se ele se sentir bem dirigindo o selecionado, ótimo.
Mas, o critério nº 1 deveria ser um novo estilo para a Seleção, vistoso, agradável.
O futebol ficaria felicíssimo.

