jul
08

Agora a CBF procura um técnico feliz

Publicado às 11:20 94 comentários
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Reinaldo Marques

A busca pelo técnico da Seleção continua. Créditos: Reinaldo Marques

Wanderley Nogueira

Isso acontece muito no nosso futebol.

O clube contrata um técnico consagrado e caro e diz que essa é a solução.

Pouco tempo depois, com muitos tropeços, o treinador é demitido.

O clube resolve acabar com a “mesmice” e apresenta um jovem treinador. Bom e barato. Esse é o caminho, diz.

Semanas depois, sem bons resultados, o novato é descartado.

Horas depois, a diretoria diz que está contratando o treinador mais caro do Brasil e muito experiente.

Anuncia que o “time não pode estar em mãos sem experiência”. Finalmente acertamos, conclui o dirigente.

É claro que os mais atentos perceberam que a cartolagem não sabe o que faz. Está perdida e não diminiu a prepotência.

Na Seleção Brasileira, ocorre a mesma coisa.

Em 2006 um treinador experiente e muito liberal.

Para 2010, lançou um treinador e exigiu dele “fechamento” total. Incluída uma boa dose de mau humor.

Agora, com uma pressa inexplicável, a CBF prepara-se para voltar a anunciar um treinador experiente e que tenha bom humor, tratando todos bem e com especial carinho os parceiros da entidade.

Como ocorre nos clubes, a CBF muda conforme o vento. A culpa é sempre dos outros.

Resumindo, hoje a CBF procura um técnico feliz.

Se me perguntassem, eu diria que o primeiro requisito para contratar um novo treinador é ter certeza que com ele a Seleção jogaria pra frente.

Todas as outras virtudes seriam eliminadas pela ausência da primeira.

Claro, de maneira responsável, mas atacando muito e jogando bonito.

Nem precisa ser muito feliz, só um pouquinho…

Se ele se sentir bem dirigindo o selecionado, ótimo.

Mas, o critério nº 1 deveria ser um novo estilo para a Seleção, vistoso, agradável.

O futebol ficaria felicíssimo.