Certamente, Michel Bastos deve estar adorando a coitada da Jabulani, a bola da Copa. Falta bem cobrada, alvo certeiro e velocidade perfeita, precisa. Não há do que ele reclamar… Mesmo com o péssimo gramado do estádio de Zimbábue. Incrível, que rápido entrosamento com a personagem mais criticada do momento.
E o gol de Robinho? Chute seco, a bola não escapou dos seus pés e foi outro gol bonito. Enfim, os autores dos gols não tem nenhuma reclamação a fazer. Se, em algum momento, surgir uma crítica, será a crítica vazia.
Continuo com a opinião de que a bola será crucificada pelos goleiros que sofrerem gols e pelos jogadores que perderem gols. Chute torto? Culpa da bola. Incrível gol perdido? Culpa da bola. Goleiro sendo vencido? A bola vem toda torta.
Não importa quem fabrica a bola de uma competição, ela sempre é atacada por profissionais que não são patrocinados pela marca detentora dos direitos. Há uma nítida dose de briga de mercado e vários atletas agem como instrumentos de ataque. Os principais fabricantes de materiais esportivos gastam milhões em pesquisas e é ingênuo pensar que colocariam na praça, em uma Copa do Mundo, um produto sem rigoroso controle de qualidade.
Quando um jogador diz que não está adaptado à bola, é correto. Mas isso não é nenhuma tragédia. A adaptação é possível de ser atingida com rapidez e sem escândalos publicitários. E a bola não é novidade, faz muitos meses que ela está sendo chutada pelo mundo.
Mas e o jogo contra Zimbábue? Sem nenhum valor técnico ou tático. Seria muito mais válido titulares x reservas na Africa. O professor Dunga aproveitaria melhor sua avaliação. Os jogadores não sofreriam nenhum desgaste de viagem e todas as demais vantagens de não sair de uma concentração.
E você, gostou da bola?

