A conversa agora é em relação ao sistema de concentração das seleções. Os treinos, concretamente, ainda não começaram.
A Argentina já avisou que o sexo está liberado para os jogadores, desde que com parceiras fixas.
Já a seleção italiana está recomendando às famílias dos jogadores que não viajem para a África do Sul. O técnico Marcello Lippi quer garantir a segurança dos jogadores, e diz não ter como assegurar isso aos familiares.
Enfim, cada uma das seleções envolvidas com o Mundial vai adotar sua maneira de viver durante a competição.
Alguns episódios dos últimos Mundiais reforçam, na minha opinião, que o melhor é mesmo as famílias dos jogadores não estarem presentes no país-sede da competição. Tenho convicção de que nesses casos família boa é aquela que fica em casa, torcendo, vibrando, chorando, rezando, orando…
Mas, claro, quero saber o que o leitor pensa.
Lembro bem de fatos inacreditáveis ocorridos em alguns Mundiais. Na véspera de um jogo importante, um atleta recebeu um telefonema da mãe, que estava na cidade da concentração, reclamando que a descarga do vaso sanitário tinha quebrado e ela não sabia como agir.
Os exemplos são variados. Um dia, os pais divorciados de um jogador resolveram acompanhar o Mundial em uma casa pertinho da concentração. Mas, cada um levou um novo parceiro. Para não aumentar as despesas, ficaram todos no mesmo lugar. O relacionamento foi, digamos, complicadíssimo e a cada discussão o telefone do filho tocava.
Se você fosse parente de um jogador da Seleção, próximo ou distante, e se também tivesse condições financeiras, iria ao país do Mundial? Proximidade física com a família ajuda o atleta no período da competição?

